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Chamada de “Sertão Carioca” até o início do século passado, a região da Barra da Tijuca e arredores foi, por séculos, uma área isolada da cidade. O que era um grande território indígena, com a chegada dos portugueses, passou a ser usado para plantações, fossem cana de açúcar, bananeiras ou cafezais.
Apesar das produções, que eram escoadas com dificuldade até os anos 1930, os habitantes da Barra caçavam, pescavam e tinham pequenas roças de subsistência. Esses hábitos, que hoje são testemunho da poesia da vida indígena, aos olhos de então, eram vistos com preconceito, como mostra “O Sertão Carioca” de Magalhães Correa (1936):
“Tudo por ali é um vasto mundo ainda virgem, com um homem ainda meio primitivo, vivendo da caça, da pesca, do fruto silvestre, em rancho á beira do brejo ou na matta, solitário com os seus cães, a sua quasi piroga, o seu páo de fogo irmão do bacamarte, a sua rêde, a sua tarrafa, o seu isqueiro, o seu facão, a sua panella de barro, o seu moquém.” "}, "type": "paragraph"}], "version": "2.18.0"}
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