Tudo que você queria saber sobre chocolates.
{"time":1772540748300,"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"QUEM ENTENDE DE CHOCOLATES?"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Nossa obsessão por chocolates ainda é amor vagabundo, feito de muito açúcar, gordura, aromatizantes e aditivos, com cacau cultivado em lavouras surradas e sombreado pelas denúncias de trabalho escravo. Amamos comer, mas não entendemos de procedência, produto ou processo. "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"O Instituto Bazzar está aqui para ajudar."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Existem, basicamente, 2 classificações de cacau para a produção de chocolates: o bulk, que é o cacau comum, colhido sem maiores cuidados, e o que os interessa: o fino!"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Cacau fino é outra estória. Tem aroma pronunciado de cacau, além de poder trazer outras notas mais complexas de outras frutas, flores, caramelo ou nozes. É claro, tudo isso aliado a boas técnicas de manejo. Dentro desta categoria, pode haver certificações especiais, como orgânico, fair trade ou rainforest. "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Os números falam por si: três grandes processadoras são responsáveis pela moagem de 95% das amêndoas que se transformam em massa, pó e manteiga de cacau. Somos o sexto maior produtor do mundo e menos de 5% da produção brasileira é de cacau fino. E é sobre essa minoria que queremos falar. "}},{"type":"Image","data":{"file":{"name":"FORMATO_SITE_NA_VERTICAL.webp","url":"https://django-instituto-bazzar.s3.amazonaws.com/media/FORMATO_SITE_NA_VERTICAL.webp"},"caption":"","withBorder":false,"stretched":false,"withBackground":false}},{"type":"paragraph","data":{"text":"ANTES DE MAIS NADA, O QUE É QUALIDADE EM CHOCOLATES?"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A Suíça, que sempre pipocou na cabeça do consumidor como referência – não sem motivo – inventou máquinas que ajudaram a melhorar o processo de transformar cacau em chocolate e foi a responsável pela feliz adição do leite à receita, mas nunca cultivou o fruto."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"O foco no fruto como qualidade no cacau, nosso “super trunfo”, que tem feito o Brasil entrar no mapa mundial, começou nos anos 80."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A França tomou a liderança quando apresentou ao mundo o conceito de barras com alto teor de cacau, e só nos anos 2000 a italiana Amedei começou a falar de origem única, com o cacau de Chuao, ao norte da Venezuela. "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"De lá para cá, o Mundo especializado no assunto tem se voltado para origens ou territórios que tenham potencial para a produção do cacau fino."}},{"type":"Image","data":{"file":{"name":"FORMATO_SITE_NA_VERTICAL_1.webp","url":"https://django-instituto-bazzar.s3.amazonaws.com/media/FORMATO_SITE_NA_VERTICAL_1.webp"},"caption":"","withBorder":false,"stretched":false,"withBackground":false}},{"type":"paragraph","data":{"text":"FINALMENTE, A CHANCE DOS PEQUENOS"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"No meio dessa mudança de olhar, uma revolução na fabricação permitiu que o movimento bean-to-bar crescesse, no mundo todo: As donas de casa indianas, que sempre compraram grãos inteiros de todo tipo para suas farinhas, usavam um conjunto de pedras duras para triturá-los. "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Em 2004, o sócio da inglesa Chocolate Alchemy, teve a ideia de fazer adaptações no equipamento indiano – que é do tamanho de uma batedeira – para permitir que “rodasse” por até 72 horas, tempo necessário para domar e refinar o grão de cacau, duro pacas."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Esse degrauzinho tecnológico foi revolucionário. O equipamento da grande indústria custava 30 vezes mais do que aquela pequena máquina, que os chocolateiros chamam de “wet grinder”. Era uma imensa barreira de entrada para pequenos entrantes e um desestímulo à concorrência."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Agora, tudo mudou."}},{"type":"Image","data":{"file":{"name":"FORMATO_SITE_NA_VERTICAL_2.webp","url":"https://django-instituto-bazzar.s3.amazonaws.com/media/FORMATO_SITE_NA_VERTICAL_2.webp"},"caption":"cacau verde numa plantação do Rio de Janeiro","withBorder":false,"stretched":false,"withBackground":false}},{"type":"paragraph","data":{"text":"BEAN-TO-BAR E TREE-TO-BAR"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Bean-to-bar são os fazedores de chocolates que se encarregam de todo o processo: arrematam os grãos secos e já fermentados de diversas origens e processam o cacau até que termine na barra de chocolate que nós comemos."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"O processo é ainda mais amarrado, de ponta a ponta, no modelo tree-to-bar, quando o fabricante de chocolate também planta, colhe, fermenta e seca os grãos que usa para fazer seus chocolates. "}},{"type":"Image","data":{"file":{"name":"FORMATO_SITE_NA_VERTICAL_3.webp","url":"https://django-instituto-bazzar.s3.amazonaws.com/media/FORMATO_SITE_NA_VERTICAL_3.webp"},"caption":"Valdemiro de Paula, sabedoria e experiência na Fazenda do Cacau no Paraíso","withBorder":false,"stretched":false,"withBackground":false}},{"type":"paragraph","data":{"text":"CHOCOLATE ESPECIAL, DE PEQUENO PRODUTOR, TREE-TO-BAR… NO RIO DE JANEIRO?"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A produção de cacau no Mundo está em declínio e os preços dispararam."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"O cacau baiano é, sem dúvida, o de maior tradição no Brasil. Além dele, nos últimos concursos internacionais, Pará, Rondônia e Espírito Santo têm brilhado. Mas o que poucos sabem é que o Rio de Janeiro entrou na corrida do cacau especial, o que pode mudar o cenário econômico no interior do Estado."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Devagar, produtores fluminenses vêm investindo em qualidade, técnicas de manejo e se esforçando para termos um cacau especial \"made in Rio de Janeiro\", um cultivo que pode pagar até três vezes mais por saca. "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Um deles é o Carlos."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Em 2009, quando comprou a propriedade na fronteira entre Cachoeiras de Macacu e Guapimirim, Carlos Cipriano estava de olho nas fontes de água. Tentou fazer daquilo um negócio, mas não conseguiu. Partiu, então, para a piscicultura, atividade que exerce ainda hoje. "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Carlos, agora aposentado, leu no jornal sobre os preços de cacau e se deu conta de que tinha um pote de ouro enterrado no jardim. Sua propriedade já tinha sido uma fazenda de cacau, com mudas trazidas da Bahia. Foi então que resolveu voltar a atenção para seus 30.000 pés de cacau, das variedades Pará-Parazinho, alguns com até 6 metros de altura, espalhados pela Mata Atlântica que o cerca."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Seu funcionário, o Senhor Valdemiro de Paula, o único com experiência na cultura do cacau, já que trabalhou com o antigo proprietário daquelas terras, lhe diz: \"Sua fazenda está dizendo que quer lhe dar dinheiro. O Senhor não vai escutar, não?\""}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Apanhou bastante, até o quinto lote, mas com a ajuda da especialista e consultora Patrícia Nicolau, Carlos Cipriano começa a produzir amêndoas cada vez melhores e mais promissoras a cada safra."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Apesar de ainda precisar de recursos para aumentar a produtividade e melhorar o manejo na sua Fazenda do Cacau no Paraíso, parece um sonho a ideia de um chocolate \"tree-to-bar\" feito com cacau fino, um produto agro-florestal e, ainda por cima, com gosto de Rio de Janeiro. "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Como o Instituto Bazzar não iria apoiar?"}},{"type":"Image","data":{"file":{"name":"FORMATO_SITE_NA_VERTICAL_4.webp","url":"https://django-instituto-bazzar.s3.amazonaws.com/media/FORMATO_SITE_NA_VERTICAL_4.webp"},"caption":"Carlos Cripriano, proprietário da Fazenda do Cacau no Paraíso, e seu filho, Matheus","withBorder":false,"stretched":false,"withBackground":false}}],"version":"2.18.0"}
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