Rio de Janeiro: a buzina do leiteiro

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Territórios

Publicado em

5 de Novembro de 2025 às 16:15

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{"time": 1762370153325, "blocks": [{"data": {"text": "  Tocava às 6hs da manhã, a buzina do leiteiro, e a venda de porta em porta era um hábito instalado no Rio de Janeiro do século XIX. Leite fresco tinha que vir de perto.

Para termos uma ideia, a Botafogo de 1918, zona de chácaras elegantes, tinha mais de 200 vacas espalhadas por estábulos em torno da região onde hoje fica a Conde de Irajá.

O leite de vaca era exclusivo das crianças de peito até as primeiras décadas de 1800, mas gradualmente passa a ser considerado ideal para a saúde de todos. Imaginem que queijos, cremes, pastas e manteigas só se tornaram alimentos para adultos no fim daquele século.

Só que o barulho, o tráfego de animais e os estábulos “cheirosos” ali no meio da gente elegante começa a chamar a atenção, à medida que a cidade cresce e se estratifica.

Em 1899, foram as buzinas que condenaram a permanência do estábulo de bairro. A pasteurização, que estabilizava o leite, fez com que os leiteiros e albergarias fossem expulsos das áreas centrais, já que destoavam da cidade que se queria construir.

Adeus às vaquinhas de Botafogo.
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